Fanfic:"Um rolê espacial"Letícia 8⁰ ano
O guia do mochileiro das galáxias: "Um rolê espacial"
Arthur ficou maravilhado com o que ouviu, conseguia ver tecnologias e dispositivos invisíveis a olho nu. Ele entendia perfeitamente o idioma vogon, como se fosse realmente fluente e familiarizado com aquela língua.
— Vogons, aqui quem realiza esse comunicado é o comandante da nave.
Nosso sistema detectou intrusos. Certifiquem-se de vasculhar todos os lugares em busca dos clandestinos.
Arthur, que ainda estava encantado, logo ao ouvir a fala do comandante vogon, seu rosto tomou uma face de medo e desespero, enquanto Ford continuava com a mesma expressão séria.
— Você sequer escutou isso!? — gritou Arthur.
— Claro que escutei, apenas não se desespere.
— Como não me desesperar!?… Você está tão calmo que parece que já viveu isso milhões de vezes!
Ford fechou a mandíbula, segurava com força os punhos, e seus olhos lacrimejavam.
— Olha, Arthur, eu vou te salvar! Apenas confie em mim! Nós vamos pular naquele planeta!
Disse Ford, enquanto pegava um pedaço de metal e jogava repetidas vezes contra a porta de vidro blindado, até ela se quebrar, seus pedaços vagarem pela grande eternidade.
— Tem certeza que isso vai dar certo?
— Precisa dar certo! Precisa dar certo!… Dessa vez precisa dar certo…
Ford gritava e chorava. Arthur nunca tinha visto Ford chorando; era estranho ver todo aquele semblante sério murchar-se e transformar-se em um homem desesperado.
— Tudo bem, Ford! Eu pulo!
Então Arthur pulou e descia pela corda da espaçonave em direção a um planeta desconhecido. Quanto mais descia, menos respirava. Quanto menos respirava, mais tinha certeza de que talvez morreria. Mas Ford segurou a corda e puxou a.
–Me desculpa Arthur–Disse Ford,enquanto abraçava Artur com força.
–Não tem como você sobreviver! Você é humano! Esse é o problema.
–O problema é eu ser humano?
–Não quis dizer isso sabe…. Eu estava com medo, e acabei tomando um decisões precipitadas,não quero te perder Arthur! Olha só…Vamos fazer algo arriscado! Vamos roubar uma nave vogon e ir para uma o planeta de uma amiga!
–Amiga?
–Com ciúmes de mim?–Indagou Ford, com um sorriso de canto.
–Que bobagem! Eu só queria saber o nome dela e se esse planeta é
habitável.
– Relaxa, só confia em mim.
Então Arthur seguiu Ford pelos corredores da espaçonave, em busca de algum tipo de disco voador, pequeno e discreto. Ao finalmente encontrarem,
Ford tirou o seu bolso um dedo morto de vogon e colocou na digital, um dedo conservado, o que gerou um certo desconforto em Arthur, desconforto rapidamente substituído por uma expressão encantada, vendo que mesmo a menor nave vogon tinha grande tecnologia.
–Ótimo, tudo pronto, vamos!
– Bem, tem um pequeno problema.–Disse Ford. Eu não me recordo exatamente das coordenadas.
–Você não lembra?
– Ei, calma, deixa comigo. De acordo com meus cálculos, só existe uma possibilidade com maior porcentagem. Então lá vamos!–Disse Ford.
Ele e Arthur,no disco voador, e viveram um rolê espacial, um encontro sideral. Só eles dois e as estrelas, planetas, galáxias, até chegarem em um desconhecido.
–Bem, chegamos! Vamos sair!
– Ainda não, Ford. Tem certeza que nesse planeta é habitável a vida humana?– Enquanto perguntava, uma cachorra aproximou-se da nave
latindo.
– Isso responde sua pergunta?–Perguntou Ford com tom de ironia.
Arthur deu uma risada baixa e estendeu a mão e abriu a porta, dando de cara com uma cachorra e uma mulher.
–Olá, alienígenas! Bem-vindos!– Disse a mulher, com um sorriso.
–Quem é você?–Perguntou Arthur.
–Me chamo Yizzie, Essa é minha cachorra Laika.
–Ah, então é fêmea.. Não, Laika? A cachorra que foi treinada para...
Antes de terminar, Yizzie o interrompeu.
–É, ela sim, diferente de como humanos acham, ela não morreu, nós a resgatamos,afinal aqui no meu planeta, a vida é diversa,Zodia é um planeta que recebe todos de fora! Aqui tem mais seres humanos como você Artur,vem! Vou te apresentar a eles.
Yizzie os guiou,e os apresentou a todos os de Zodia,Arthur e Ford por lá se estabeleceram.E afinal, descobriram o sentido da vida. O sentido da vida é justamente não ter sentido. Cada um molda o seu, e é isso que nos faz tão especiais.



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